Professora Lidia

Saturday, December 02, 2006

Weber:
Ser-estar x papéis

A escola não é considerada um conjunto de coisas acabadas. Onde o conjunto de processos em que as coisas são aparentemente perfeitas e estáveis.
Onde a idéia fundamental penetrou tão profundamente na consciência, que já não se encontra contraditores.
É fácil aplicá-la na realidade concreta, em que cada domínio tudo é definitivo, absoluto, sagrado e sem dialética.
Quando numa autoridade combina a dominação legal, tradicional e carismática sufoca completamente o conflito. E como num passe de mágica surgisse o comodismo.
É como se fosse ligar um controle remoto na escola. Tudo acontece sempre da mesma maneira, na mesma data e na mesma hora. E assim sucessivamente ano após ano.
Uma escola sem conflito é como um carro sem motor, não anda.
Mas mudar para que, se tudo é tão perfeito. Tudo é tão feliz, tão estável.
Qual é a finalidade da mudança?
Para que mudar os dogmas?
É mais fácil ter um dono da verdade, um defensor de todos?
Para que questionar? Para que duvidar do perfeito?
Como podemos formar alunos com vontade de saber, com curiosidade, com liberdade de pensamento, liberdade de expressão, de descobertas, questionarem, com capacidade crítica, transformadores da realidade, exploradores, apaixonados por suas produções se vivemos não marasmo, num comodismo, num mundo de recitas prontas feitas pelos outros. Isso é um paradigma. Não podemos passar o que não vivemos.
É melhor estar protegido em seus rituais ou contrariar sua erudição, seu universo perfeito?
Talvez toda essa preciosa perfeição seja frágil e inútil. Só se justifica por a auto-satisfação de ser imutável.
O mundo vive em processo de transformação.
A proposta é penetrar na realidade onde o aluno está inserido, conhecer suas necessidades, medos e aspirações, problemas. Partindo de suas experiências e vivências, alicerçando-se em projetos que venham de encontro com a vida cotidiana da comunidade onde está inserida.

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