Professora Lidia

Thursday, January 11, 2007

ECS11
UFRGS _ Faculdade de Educação – PEAD –Pólo Gravataí-
Interdicisplina: ECS
Profª: Lídia Cezimbra
Semana 12 ECS11
Grupo E

DESIGUALDADES EDUCATIVAS ESTRUTURAIS NO BRASIL;
ENTRE ESTADO, PRIVATIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO.

Ao ler o texto sobre as desigualdades sociais, no ensino público, ensino particular vem a concluir que todo o sistema educacional de um país vem apenas a reproduzir-se o que acontece na sociedade em geral.
Sistemas educativos de uma sociedade justa e igualitária, onde todos tenham o direito à educação gratuita até a universidade é um sistema educativo igualitário.
Sistemas educativos marcados por relações conflitantes, é a reprodução de uma sociedade conflitante.
Sistemas educacionais foram dominados tanto pela política como pelo clero. Também ao longo das décadas passaram pelos conflitos de sistemas políticos, concepções religiosas e humanistas, como a educação pública e particular e por lutas de classes sociais.
Os sistemas educativos também passaram por movimentos de lutas para a universalização do ensino.
Passou pela Lei de Diretrizes e Bases, onde o sistema de educação pública favoreceu toda a população.
Teve a educação popular liderada pelo Paulo Freire, lutando pela alfabetização em massa do povo brasileiro. Que foi interrompida brutalmente pelo regime militar.
No inicio dos anos 80 inicia-se novamente a democratização do ensino, com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em l996.
O ensino particular torna-se única opção para os filhos das elites. A rede pública padece pela falta de qualidade.
Ao decorrer das décadas o sistema educativo brasileiro progride, bastante, mas num plano quantitativo. Mais tarde o serviço educativo começa a ter quantidade e qualidade.
Mas as disparidades regionais são gritantes.
As redes públicas, municipais, estaduais são responsáveis pela educação. E a rede secundária se expande. Mas a luta para ser aprovado no vestibular para fazer uma universidade é um verdadeiro bloqueio ao estudante.
Voltamos a falar sobre as disparidades regionais, principalmente quanto aos salários e a qualidade do ensino.
Outra incoerência, imperdoável, incompreensível é que apenas alunos que freqüentaram o ensino particular desde a infância é que conseguem uma vaga na universidade pública. Para comprovar basta ver o estacionamento das universidades públicas que deveriam ter o alvo alunos de baixa renda, vemos carros caríssimos.
O consenso sobre o caráter eminentemente público da educação para alunos de baixa renda vem sendo aos poucos sanadas.
A desigualdade na educação proveniente na má qualidade do ensino público começa aos poucos a se reverter.
Podemos também ressaltar que na era da ditadura a educação era reduzida a um gerenciamento tecnicista.
O presidente Cardoso, privilegiou editoras privadas com a compra maciça de manuais, aumentantando ainda mais as desigualdades.
O aumento das disparidades na educação os problemas quanto aos impostos.
Outra dificuldade é quanta a incoerência as atitudes do Banco Mundial, incutindo no Brasil a idéia da privatização do ensino.

ALTERNATIVAS POSSÍVEIS

Plano acadêmico popular, discussões da lei, fórum de defesa da escola pública, fortalecer a escola pública.
Analisar o plano decenal.
Dar ênfase a produtividade e eficiência. Objetivo educativo é dar competências e habilidades a alunos e professores.
Dar ênfase a cursos à distância.
Discutir políticas públicas na formação do cidadão.
Poderes políticos não manifestam interesse de oferecer educação de nível.
Temos a prova mais contundente que é o livro didático, que o governo oferece.
Na verdade esses manuais em nada melhoram a qualidade do ensino, mas é claro que enriquecem a quem domina esse mercado.
Esse monopólio não tem considerações pedagógicas quanto às diferenças regionais. Só levam em conta interesses políticos, e contextuais do sistema educativo.
Reforça a frase” Cada mestrinho com o seu livrinho”, que não leva o aluno apensar, apenas a faze r exercícios repetitivos.É necessário sim fazer uma reforma na rede pública, de maneira a favorecer os menos favorecidos.

1 Comments:

  • At 5:29 PM, Blogger Simone Gimenes said…

    Olá Lidia

    Seu comentário ficou muito bom. Concordo que realmente o sistema educacional de um país tenderá a reproduzir as relações sociais "conflitantes" ou não da sociedade em que ele está inserido. As aspas são para lembrar que devemos ter cuidado ao utilizar certos jargões ideológicos tais como este. Se levarmos em conta a essência do termo conflito, veremos que, talvez, apenas o MST, hoje, pode ser considerado um ator social coletivo conflitante com o Estado. Não devemos esquecer o grande poder de cooptação e a grande influência do poder central sobre a sociedade civil brasileira desde a sua origem, conforme nos relatam grandes intelectuais da Academia. Quanto ao resto do teu relato permita-me discordar de uma coisa: não é verdade que apenas a elite frequenta as Universidades públicas. De certa maneira tens razão; os cursos mais "badalados" são preenchidos, em sua grande maioria pelos filhos das elites, mas as vagas totais não são preenchidas apenas por eles. Quanto aos carros no estacionamento, me parece uma análise carente de uma reflexão mais profunda sobre economia. Hoje, com R$350,00 qualquer pessoa pode sair de uma concessionária com um carro zero km. Mais de 80% da frota nacional é financiada. Logo, ao medir a condição econômica de alguém pelo carro que dirige podemos cair na cilada do financiamento a perder de vista, o que é uma "roubada", mas tem sido a única forma da maioria das pessoas adquirir bens duráveis. Que o digam os clientes das Casas Bahia!
    Trata-se apenas de uma observação. dentre os comentários que pude ler, certamente o teu foi o mais consistente e objetivo. Parabéns.

    abraços e boas férias

    Simone Gimenes - tutora

     

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